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Petróleo sobe 3% com ataques no Estreito de Ormuz e Brent volta a US$ 74

Pablo Assis 2 min de leitura
Petróleo sobe 3% com ataques no Estreito de Ormuz e Brent volta a US$ 74
Dados de referência: preços de fechamento de 6 e 7 de julho de 2026 (Brent para setembro e WTI para agosto) e desempenho acumulado em julho de 2026. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

Em 7 de julho de 2026, o Brent avançou 3,01%, a US$ 74,16, e o WTI subiu 2,76%, a US$ 70,44, com novos riscos à oferta no Oriente Médio.

Os preços do petróleo subiram com força na terça-feira, 7 de julho de 2026. O Brent, referência internacional, avançou 3,01% e fechou a US$ 74,16 o barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 2,76%, para US$ 70,44.

A alta inverteu o movimento do dia anterior. Na segunda-feira, 6 de julho, o Brent havia recuado 0,2%, para US$ 71,99, depois de a Opep+ decidir aumentar a produção em agosto.

O que provocou a alta

Dois fatores pesaram. O primeiro foram novos ataques a navios no Estreito de Ormuz, passagem estreita entre o Irã e a Península Arábica por onde circula uma parte importante do petróleo exportado pelo Oriente Médio. O segundo foi a revogação, pelos Estados Unidos, de uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano. Os dois aumentaram o temor de redução na oferta.

Efeitos na bolsa e na inflação

No Brasil, as ações da Petrobras subiram no mesmo dia (PETR4 +1,77%), em um pregão em que o Ibovespa caiu 0,25%. Petróleo mais caro tende a melhorar o resultado das petroleiras, mas pressiona o preço dos combustíveis e, por consequência, a inflação. Esse efeito é acompanhado de perto pelos bancos centrais na hora de decidir os juros.

Atualização de fim de julho de 2026: com a escalada das tensões ao longo do mês, o Brent acumulou alta de quase 24% em julho e terminou o mês perto de US$ 88 o barril, segundo a Trading Economics. Foi o maior ganho mensal desde março.

Lição para o investidor

Commodities como o petróleo reagem rapidamente a eventos geopolíticos, para cima e para baixo. Isso torna arriscado comprar ações do setor apenas por causa de uma notícia: quando ela chega ao jornal, boa parte do movimento já aconteceu. Para quem quer exposição a energia, o mais prudente é que ela seja uma parcela de uma carteira diversificada, e não uma aposta concentrada.

Fontes consultadas

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Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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