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Cartão de crédito: como usar a favor e fugir do rotativo

Pablo Assis 2 min de leitura
Cartão de crédito: como usar a favor e fugir do rotativo
Dados de referência: taxa média do rotativo do cartão para pessoas físicas de setembro de 2026 (451,7% ao ano, Banco Central) e regras da Lei nº 14.690/2023. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

O rotativo do cartão cobrava em média mais de 450% ao ano em setembro de 2026. Veja as regras, os limites legais e como usar o cartão sem se endividar.

O cartão de crédito pode ser um aliado: concentra gastos, dá prazo para pagar e oferece pontos ou cashback. Mas também é a porta de entrada para uma das dívidas mais caras do país.

O tamanho do problema

Segundo as estatísticas de crédito do Banco Central, a taxa média de juros do rotativo do cartão para pessoas físicas foi de 451,7% ao ano em setembro de 2026. Uma dívida de R$ 1.000 que fique rolando por um ano a essa taxa passaria de R$ 5.000, se não houvesse limite legal.

O que é o rotativo

Quando você paga qualquer valor entre o mínimo e o total da fatura, o restante entra no crédito rotativo e é cobrado com juros na fatura seguinte. Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco deve oferecer um parcelamento, em geral com juros menores, mas ainda altos.

O limite dos juros

Desde janeiro de 2024, por causa da Lei nº 14.690/2023, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. Ou seja, uma dívida de R$ 1.000 pode chegar, no máximo, a R$ 2.000. Ajuda, mas continua sendo muito caro.

Regras de ouro

  • Pague sempre o valor total da fatura. Se não for possível, essa é a primeira dívida a resolver.
  • Use o cartão como meio de pagamento, não como renda extra. Só compre no cartão o que você pagaria à vista.
  • Cuidado com parcelas pequenas. Somadas, elas comprometem a renda dos próximos meses.
  • Defina um limite menor que o oferecido pelo banco.
  • Anuidade: só vale pagar se os benefícios, como pontos e seguros, superarem o custo.
  • Mude a data de vencimento para alguns dias depois do recebimento do salário.

Já entrei no rotativo. E agora?

  1. Troque a dívida por uma mais barata: empréstimo pessoal ou consignado costumam ter juros muito menores que o rotativo.
  2. Negocie diretamente com o banco ou em mutirões de renegociação.
  3. Corte gastos temporariamente e direcione tudo para a quitação.

Veja o passo a passo completo em 5 passos para sair das dívidas.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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