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Cheque especial: por que ele é tão caro e como sair dele

Pablo Assis 2 min de leitura
Cheque especial: por que ele é tão caro e como sair dele
Dados de referência: taxa média do cheque especial para pessoas físicas de setembro de 2026 (139,0% ao ano, Banco Central) e teto de 8% ao mês definido pelo CMN. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

O cheque especial cobrava em média 139% ao ano em setembro de 2026. Entenda o limite legal de juros e um plano prático para deixar de usá-lo.

O cheque especial é um limite de crédito pré-aprovado ligado à conta corrente. Ele é cômodo, porque entra automaticamente quando o saldo fica negativo, e justamente por isso é perigoso: muita gente usa sem perceber.

Quanto custa

Segundo o Banco Central, a taxa média do cheque especial para pessoas físicas foi de 139% ao ano em setembro de 2026. Desde 2020, uma regra do Conselho Monetário Nacional limita os juros a 8% ao mês, o que equivale a cerca de 152% ao ano. Mesmo com o teto, é uma das linhas de crédito mais caras do mercado.

Por que ele vira uma bola de neve

Os juros são calculados sobre o saldo negativo de cada dia e cobrados no mês seguinte, aumentando o próprio saldo negativo. Quando o salário cai, ele é usado para cobrir o buraco, e no fim do mês o cliente volta a entrar no limite. Esse ciclo pode durar anos.

Plano para sair

  1. Descubra o tamanho real: veja o saldo negativo médio dos últimos três meses e quanto você pagou de juros e IOF.
  2. Troque por uma dívida mais barata: peça ao banco um empréstimo parcelado com juros menores para quitar o saldo de uma vez. O consignado, quando disponível, costuma ser a opção mais barata.
  3. Reduza ou cancele o limite: depois de quitar, peça ao banco para diminuir o limite. Sem a tentação, fica mais difícil voltar.
  4. Monte um colchão: mesmo que pequeno, um saldo positivo de algumas centenas de reais evita entrar no limite por pequenos descompassos de datas.
  5. Reorganize as datas: concentre os débitos automáticos logo depois do recebimento do salário.

Exemplo

Quem usa R$ 2.000 de cheque especial o mês inteiro, a 8% ao mês, paga cerca de R$ 160 de juros por mês, mais IOF. Em um ano, são quase R$ 2.000 apenas de juros, o valor da própria dívida. Trocar por um empréstimo pessoal a 4% ao mês, por exemplo, reduz esse custo pela metade e ainda tem data para acabar.

Consulte suas dívidas

O Registrato, do Banco Central, mostra gratuitamente todos os empréstimos e financiamentos no seu CPF. É um bom ponto de partida para organizar o plano. Veja também 5 passos para sair das dívidas e como fugir do rotativo do cartão.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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