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ETF de ouro: como funciona o GOLD11 e qual o papel do ouro na carteira

Pablo Assis 2 min de leitura
ETF de ouro: como funciona o GOLD11 e qual o papel do ouro na carteira
Dados de referência: características do GOLD11 (índice de referência e taxa de administração) consultadas em julho de 2026. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

Entenda como um ETF de ouro acompanha o preço do metal, quais custos ele tem e por que o ouro costuma ser usado como proteção, e não como fonte de renda.

O ouro voltou ao centro das atenções em 2026, depois de bater recordes de preço logo em janeiro, em meio a tensões geopolíticas e dúvidas sobre a economia global. Para o investidor brasileiro, uma das formas mais simples de ter o metal na carteira é por meio de um ETF de ouro, e o mais conhecido na B3 é o GOLD11.

O que é um ETF de ouro

ETF (do inglês Exchange Traded Fund) é um fundo de índice negociado na bolsa como se fosse uma ação. O GOLD11 busca acompanhar o LBMA Gold Price, a referência internacional do preço do ouro em dólar. Na prática, quem compra uma cota fica exposto a duas coisas ao mesmo tempo: à variação do preço do ouro e à variação do dólar frente ao real.

Custos e características

  • Taxa de administração: 0,30% ao ano, cobrada dentro do próprio fundo.
  • Sem dividendos: o ouro não gera renda. O ganho vem apenas da valorização da cota.
  • Imposto de Renda: ETFs de renda variável não têm a isenção de R$ 20 mil mensais das ações. O lucro na venda é tributado em 15% (20% em day trade) e o investidor recolhe o imposto por DARF.
  • Liquidez: as cotas podem ser vendidas em qualquer pregão, pela corretora.

Para que serve o ouro na carteira

O ouro costuma ser usado como proteção. Em momentos de crise, guerras ou desconfiança em relação às moedas, ele tende a se valorizar justamente quando outros ativos, como ações, estão caindo. Essa baixa correlação ajuda a suavizar as oscilações da carteira como um todo.

Por outro lado, o ouro também tem períodos longos de queda ou estagnação, e não paga rendimentos. Por isso, ele faz mais sentido como uma parcela pequena e estável da carteira, rebalanceada periodicamente, do que como aposta para "ganhar com a crise". Comprar depois de uma grande alta, movido pelo noticiário, é uma forma comum de entrar no topo.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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