ETF de ouro: como funciona o GOLD11 e qual o papel do ouro na carteira
Entenda como um ETF de ouro acompanha o preço do metal, quais custos ele tem e por que o ouro costuma ser usado como proteção, e não como fonte de renda.
O ouro voltou ao centro das atenções em 2026, depois de bater recordes de preço logo em janeiro, em meio a tensões geopolíticas e dúvidas sobre a economia global. Para o investidor brasileiro, uma das formas mais simples de ter o metal na carteira é por meio de um ETF de ouro, e o mais conhecido na B3 é o GOLD11.
O que é um ETF de ouro
ETF (do inglês Exchange Traded Fund) é um fundo de índice negociado na bolsa como se fosse uma ação. O GOLD11 busca acompanhar o LBMA Gold Price, a referência internacional do preço do ouro em dólar. Na prática, quem compra uma cota fica exposto a duas coisas ao mesmo tempo: à variação do preço do ouro e à variação do dólar frente ao real.
Custos e características
- Taxa de administração: 0,30% ao ano, cobrada dentro do próprio fundo.
- Sem dividendos: o ouro não gera renda. O ganho vem apenas da valorização da cota.
- Imposto de Renda: ETFs de renda variável não têm a isenção de R$ 20 mil mensais das ações. O lucro na venda é tributado em 15% (20% em day trade) e o investidor recolhe o imposto por DARF.
- Liquidez: as cotas podem ser vendidas em qualquer pregão, pela corretora.
Para que serve o ouro na carteira
O ouro costuma ser usado como proteção. Em momentos de crise, guerras ou desconfiança em relação às moedas, ele tende a se valorizar justamente quando outros ativos, como ações, estão caindo. Essa baixa correlação ajuda a suavizar as oscilações da carteira como um todo.
Por outro lado, o ouro também tem períodos longos de queda ou estagnação, e não paga rendimentos. Por isso, ele faz mais sentido como uma parcela pequena e estável da carteira, rebalanceada periodicamente, do que como aposta para "ganhar com a crise". Comprar depois de uma grande alta, movido pelo noticiário, é uma forma comum de entrar no topo.