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Fundos imobiliários têm o pior 1º semestre desde 2022: IFIX sobe menos de 1,5%

Pablo Assis 2 min de leitura
Fundos imobiliários têm o pior 1º semestre desde 2022: IFIX sobe menos de 1,5%
Dados de referência: IFIX acumulado em 2026 até 29 de junho (0,83%, dados da Economatica) e no semestre completo até 30 de junho (1,46%), além da projeção de Selic do Boletim Focus no fim de junho de 2026. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

Em 2026, o índice dos FIIs teve alta de 0,83% até 29 de junho (1,46% no semestre completo), bem abaixo dos 11,12% do mesmo período de 2025, pressionado pela revisão das expectativas para a Selic.

O IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários (FIIs) negociados na B3, acumulou alta de apenas 0,83% em 2026 até 29 de junho, aos 3.819 pontos. Considerando também o pregão de 30 de junho, a alta no semestre ficou em 1,46%. Foi o pior primeiro semestre desde 2022, quando o índice caiu 0,44%. No mesmo período de 2025, a alta havia sido de 11,12%.

A culpa é dos juros

O ano começou com otimismo: o mercado esperava um ciclo forte de queda da Selic, com a taxa chegando a 12% no fim de 2026. Com a inflação mais resistente, essa expectativa foi revisada, e no fim de junho o Boletim Focus já apontava Selic de 14% ao fim do ano.

Os FIIs competem diretamente com a renda fixa: quando o Tesouro Direto e os CDBs pagam muito, o investidor exige um desconto maior para comprar cotas de fundos, e os preços caem. A saída de investidores estrangeiros da bolsa também foi apontada como fator negativo.

Papel foi melhor que tijolo

Segundo levantamento da gestora Rio Bravo, publicado pelo portal Bora Investir, da B3, os fundos de papel, que investem em títulos de dívida imobiliária como CRIs, subiram 5,26% de janeiro a junho. Os fundos de tijolo, donos de imóveis físicos como galpões, lajes corporativas e shoppings, ficaram praticamente estáveis. Faz sentido: muitos CRIs são corrigidos pelo CDI ou pela inflação, e se beneficiam de juros altos.

Ainda assim, ser "de papel" não foi garantia. O CACR11 caiu cerca de 63% no ano depois de reter os rendimentos referentes a abril. No outro extremo, o BROF11, fundo de escritórios, subiu cerca de 18%.

O que aprender com o semestre

  • Rendimento alto não é sinônimo de segurança. Um dividend yield muito acima da média pode indicar risco elevado na carteira do fundo.
  • Diversifique entre segmentos (papel, logística, lajes, shoppings) e entre gestores, para que um problema isolado não comprometa a carteira.
  • Pense no longo prazo. Períodos de juros altos costumam derrubar as cotas, mas os rendimentos mensais continuam caindo na conta. Para pessoas físicas, eles são isentos de Imposto de Renda, desde que o fundo cumpra as condições da lei.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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