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Tesouro Direto tem emissão líquida recorde em junho e chega a 3,7 milhões de investidores ativos

Pablo Assis 2 min de leitura
Tesouro Direto tem emissão líquida recorde em junho e chega a 3,7 milhões de investidores ativos
Dados de referência: Balanço do Tesouro Direto de junho de 2026, publicado pelo Tesouro Nacional em 28 de julho de 2026. Taxas, cotações e índices mudam com frequência. Confira os valores atuais antes de investir.

O balanço de junho de 2026 mostra R$ 14,76 bilhões em vendas, emissão líquida de R$ 10,1 bilhões, o maior valor da série histórica, e 35,8 milhões de investidores cadastrados.

O Tesouro Direto registrou em junho de 2026 a maior emissão líquida da sua história: R$ 10,10 bilhões. Esse número é a diferença entre o que os investidores aplicaram (R$ 14,76 bilhões, em mais de 1,5 milhão de operações) e o que foi resgatado ou venceu no mês (R$ 4,66 bilhões). Os dados são do balanço mensal divulgado pelo Tesouro Nacional em 28 de julho de 2026.

Investidores ativos x cadastrados

O programa terminou junho com 3.689.486 investidores ativos, ou seja, pessoas com dinheiro efetivamente aplicado. São 97 mil a mais que em maio e 21,2% a mais que em junho de 2025. Já o número de cadastrados, que inclui quem abriu conta mas não tem saldo, chegou a 35,85 milhões.

A diferença entre os dois números mostra que muita gente se cadastra, mas não chega a investir. Se esse é o seu caso, os guias abaixo podem ajudar a dar o primeiro passo.

O que os investidores compraram

Grupo de títulosVendas em junho/2026Participação
Selic (Tesouro Selic e Tesouro Reserva)R$ 6,3 bilhões42,3%
IPCA+R$ 6,1 bilhões41,0%
PrefixadosR$ 2,5 bilhões16,7%

Dois números chamam atenção. Mais da metade das operações (50,7%) foi de até R$ 1 mil, o que mostra a presença de pequenos investidores. E o estoque total do programa chegou a R$ 262,5 bilhões, 45,5% acima de um ano antes.

Por que o interesse cresceu

O cenário de juros altos explica boa parte do movimento. Em junho de 2026, a Selic estava em 14,50% até o dia 17 e passou a 14,25% depois do corte do Copom. Ao mesmo tempo, os títulos atrelados à inflação pagavam juros reais acima de 7% ao ano. Junho também foi o primeiro mês completo do Tesouro Reserva, lançado em maio para competir com a poupança e as "caixinhas" dos bancos.

Quer entender cada título? Veja os guias do Tesouro Selic e do Tesouro IPCA+.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Taxas e números citados podem mudar; confira sempre as condições atuais antes de investir.
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