IOF em investimentos: por que resgatar antes de 30 dias custa caro
O Imposto sobre Operações Financeiras pode levar quase todo o rendimento de quem saca nos primeiros dias. Veja a tabela e onde ele é cobrado.
Além do Imposto de Renda, alguns investimentos pagam IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) quando o resgate acontece antes de 30 dias da aplicação. O objetivo do imposto é desestimular aplicações de curtíssimo prazo.
Como funciona
O IOF incide apenas sobre o rendimento e é regressivo: começa em 96% no primeiro dia e cai alguns pontos a cada dia, até zerar no 30º dia. O IOF é descontado antes do Imposto de Renda.
| Dias corridos desde a aplicação | IOF sobre o rendimento |
|---|---|
| 1 | 96% |
| 5 | 83% |
| 10 | 66% |
| 15 | 50% |
| 20 | 33% |
| 25 | 16% |
| 29 | 3% |
| 30 ou mais | 0% |
Onde o IOF é cobrado
- Títulos do Tesouro Direto;
- CDB, RDB, LC e outros títulos bancários com liquidez antes de 30 dias;
- Fundos de renda fixa e fundos DI.
Onde não é cobrado
- Poupança;
- Ações, FIIs e ETFs negociados na bolsa;
- LCI e LCA, na prática, porque o prazo mínimo exigido pelas regras do CMN é maior que 30 dias.
Exemplo
Você aplicou R$ 5.000 e, depois de 10 dias, o investimento rendeu R$ 20. Ao resgatar, 66% do rendimento vai para o IOF (R$ 13,20). Sobre os R$ 6,80 restantes, ainda incide IR de 22,5%. Você leva para casa cerca de R$ 5,27 de rendimento.
Como evitar
- Não use a reserva de emergência para gastos planejados: tire de outra fonte ou espere o 30º dia.
- Para dinheiro que pode ser usado em poucos dias, prefira manter na conta remunerada ou aceitar que o rendimento será pequeno.
- Se precisar resgatar, retire primeiro os aportes com mais de 30 dias.
O IOF não significa prejuízo: ele nunca incide sobre o valor aplicado. No pior caso, você perde quase todo o rendimento dos primeiros dias.