Tesouro Selic: o que é e por que investir com a Selic a 14,25% ao ano
Título público com liquidez diária e rentabilidade atrelada à Selic, indicado para reserva de emergência e objetivos de curto prazo.
O Tesouro Selic é um dos títulos mais populares do Tesouro Direto e costuma ser a primeira recomendação para a reserva de emergência. A rentabilidade acompanha a taxa Selic, que estava em 14,25% ao ano em julho de 2026, depois do corte de 0,25 ponto feito pelo Copom em 17 de junho.
Como ele rende
O título é pós-fixado: rende diariamente a variação da Selic, mais um pequeno ágio ou deságio definido no momento da compra. Se a Selic sobe, o rendimento sobe junto; se cai, o rendimento acompanha a queda. Por ser atrelado à taxa básica, o Tesouro Selic quase não sofre com a marcação a mercado, ou seja, o risco de vender antes do vencimento com prejuízo é muito baixo.
Quanto é preciso para começar
É possível comprar frações a partir de 1% do valor de um título, respeitado o mínimo de R$ 30. Como o preço unitário do Tesouro Selic estava na faixa de R$ 19 mil em julho de 2026, o investimento mínimo ficava perto de R$ 190. Esse valor sobe um pouco a cada dia, junto com o título.
Custos e impostos
- Taxa de custódia da B3: 0,20% ao ano, com isenção para a parcela de até R$ 10 mil investida em títulos Selic.
- Imposto de Renda: tabela regressiva sobre o lucro, de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias), retido automaticamente.
- IOF: só incide em resgates feitos nos primeiros 30 dias.
Liquidez
O Tesouro Selic pode ser vendido em qualquer dia útil, das 9h30 às 18h. Para quem precisa de acesso ao dinheiro também à noite, nos fins de semana e feriados, existe o Tesouro Reserva, que rende 100% da Selic e permite resgates via Pix.
Para quem é indicado
É indicado para a reserva de emergência, para objetivos de curto prazo (como uma viagem ou a entrada de um imóvel) e como "porto seguro" da carteira. Com a Selic em 14,25%, o rendimento líquido supera com folga o da poupança (veja a comparação). Para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, costumam ser mais adequados.