Tesouro Prefixado: quando vale a pena travar uma taxa
Com o Copom cortando juros em 2026, o prefixado voltou ao radar. Veja como ele funciona, os riscos e em que situações faz sentido.
No Tesouro Prefixado, você sabe no dia da compra exatamente quanto vai receber no vencimento. O título tem valor de face de R$ 1.000 na data final, e a diferença entre o preço pago e esse valor é o seu rendimento.
As duas versões
- Tesouro Prefixado (sem cupom): paga tudo de uma vez no vencimento. Indicado para quem quer acumular.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: paga parte dos juros a cada seis meses, com IR descontado em cada pagamento.
Quando o prefixado ganha do pós-fixado
O prefixado rende mais que o Tesouro Selic quando os juros caem mais do que o mercado esperava. Se você trava 13% ao ano e a Selic média até o vencimento fica em 11%, você ganhou. Se a Selic sobe e fica em 15%, teria sido melhor ficar no pós-fixado.
Em outubro de 2026, o Copom já havia feito cinco cortes seguidos, levando a Selic de 15% para 13,75%. Parte dessa expectativa de queda já está embutida nas taxas dos prefixados: o mercado precifica o futuro, não só o presente.
Os riscos
- Marcação a mercado: se você precisar vender antes do vencimento e os juros tiverem subido, pode ter prejuízo.
- Inflação: a taxa é nominal. Se a inflação disparar, o ganho real diminui. O Tesouro IPCA+ protege contra isso; o prefixado, não.
Quando faz sentido
- Você tem um objetivo com data e valor definidos, como uma viagem ou a entrada de um imóvel daqui a três anos, e escolhe um vencimento próximo dessa data.
- Você quer diversificar a renda fixa, que não precisa ficar 100% no pós-fixado.
- Você acredita que os juros vão cair mais do que o mercado prevê e aceita o risco de estar errado.
Quando evitar
- Para a reserva de emergência;
- Se há chance real de você precisar do dinheiro antes do vencimento;
- Para prazos muito longos, quando a proteção contra a inflação é mais importante.
Tributação
Segue a tabela regressiva do IR, com 15% para prazos acima de dois anos, e há taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano.