Tabela regressiva do Imposto de Renda na renda fixa: como funciona
Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor o imposto. Veja as alíquotas, quem é isento e exemplos práticos.
A maioria dos investimentos de renda fixa no Brasil paga Imposto de Renda pela chamada tabela regressiva: a alíquota diminui conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado. O imposto incide apenas sobre o rendimento, nunca sobre o valor investido.
As alíquotas
| Prazo da aplicação | Alíquota sobre o rendimento | Imposto sobre R$ 1.000 de rendimento |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% | R$ 225 |
| De 181 a 360 dias | 20% | R$ 200 |
| De 361 a 720 dias | 17,5% | R$ 175 |
| Acima de 720 dias | 15% | R$ 150 |
Onde a tabela se aplica
- Títulos do Tesouro Direto (Selic, Prefixado, IPCA+, Reserva, RendA+ e Educa+);
- CDB, RDB, LC e debêntures comuns;
- Fundos de renda fixa e fundos DI (com come-cotas).
Quem é isento
- Poupança;
- LCI e LCA, CRI e CRA;
- Debêntures incentivadas de infraestrutura.
Como o prazo é contado
O prazo conta a partir da data de cada aplicação. Se você aplica todo mês no mesmo título, cada aporte tem sua própria "idade" e sua própria alíquota. No resgate, a instituição costuma vender primeiro as cotas mais antigas, que pagam menos imposto.
O imposto é automático
O banco ou a corretora retém o IR no resgate ou no vencimento. Você não precisa emitir DARF, apenas informar os valores na declaração anual (veja como declarar investimentos).
E o IOF?
Resgates antes de 30 dias também pagam IOF, cobrado antes do Imposto de Renda e de forma decrescente até zerar no 30º dia.
A tabela vai mudar?
Em 2025, a Medida Provisória nº 1.303 propôs trocar a tabela por uma alíquota única de 17,5%, mas a Câmara retirou a MP de pauta e ela perdeu a validade em outubro de 2025. Até outubro de 2026, a tabela regressiva continuava valendo. Mudanças tributárias aparecem com frequência em discussões no Congresso, por isso vale acompanhar as notícias.